quarta-feira, 1 de junho de 2011

Há destinos aos quais não se pode escapar!

Às vezes, olho para trás.
E procuro a menina que fui.
Cabelos ondulados.
Calções pelo joelho.
T-shirts com bonecada.
Um boné.
Umas sandálias "de enfiar o dedo".
Ou melhor, procuro a "maria rapaz" que fui.
Joelhos esfolados.
Nódoas negras.
Amigos rapazes.
Muitos berlindes.
Uma chave de fendas para jogar ao espeta.

Mas o destino é uma coisa tramada.
Faz parte de nós.
Foi cravado à nascença.
Nas linhas da palma da mão.
Ou nos pós das estrelas que vemos no céu.

E a miúda cresceu.
As solas rasas transformaram-se em saltos de 10 cm.
Os calções de sarja deram lugar aos vestidos de seda.
Os bonés a chapéus de abas largas.
Os caracóis a fios de cabelo lisos com mechas californianas.
A "cara lavada" passou a ter batom.
E as unhas pintaram-se de encarnado vivo.
Vermelho-beijo. Vermelho-desejo.
Vermenho-papoila. Vermelho-ferrari.
Agora, só falta "falarem francês" como as da imagem ;)



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