quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ashes to ashes, dust to dust


Esta semana, foram cremados os restos mortais dos meus avós maternos. 28 anos após a morte de meu avô, as cinzas de ambos foram misturadas e, depois, soltas na brisa morna da tarde quente de ontem, num local bonito, junto a duas árvores que, crescem, lado a lado, fortes. Para mim, o simbolisto material de reencontro físico é tão importante quanto a crença no prosseguimento espiritual. Porque sei que, naquelas cinzas, estão misturados milhões de átomos de carbono que já foram a orgânica de um amor feliz, genuíno, inspirador. E isso comove-me. Dá-me energia. Empresta sentido à Vida.